José Figueira

– Professor em formação dramática e encenação, diplomado pela escola de Altos Estudos de Teatro de Amesterdão, com formação em pedagogia e drama

– Licenciatura em Ciências Sociais e Humanas pela Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Amesterdão. Doutoramento em Andragogia (pedagogia social)

– Treino em “Auditoria Externa para o ensino” pelo Centro de Formação para conselheiros de Ensino e Formação – KPC Onderwijs Adviseurs – Holanda

– Curso de competências práticas no quadro de Inteligência Emocional – Son Opleidingen – Holanda

– Certificação em Practitioner e Terapia da Linha do Tempo, Master Practitioner e Trainer internacional em Programação NeuroLinguística pelo NTI NLP – Holanda

– Master Trainer em PNL

– Certificado “Social Panorama Consultant” e Trainer do Panorama Social, PNL aplicada baseada em temas da psicologia social e cognitiva –  International Laboratory for Mental Space Research

– Unleassh the power within by Anthony Robbins

– Formação em The Big Five for Life

– Formação em Prática de Mindfulness na linha de Kabat-Zinn (medicina comportamental, psicologia cognitiva ACT e MBCT) pela Rzijn (Holanda)

– Jogos neurológicos com crianças (NLPlay,Samenspel)

– Treino mental e coaching no desporto (NLP Psychological Performance Optimisation & Training com Emma James)

– Metaprogramas, aplicações, entre outros no desporto e na saúde (Mindsonar)

– Colaboração generativa, com Robert Dilts e Stephen Gilligan

– Certificação em Coaching Generativo, com Robert Dilts e Stephen Gilligan  pela IAGC (International Association for Generative Change)

Quem sou eu

Como no desporto, inspirando-me aqui no considerado pai do coaching, Timothy Gallwey, podemos dizer que no mundo se jogam dois jogos:

– O “jogo exterior” que é o palco da nossa atuação onde realizamos os nossos objetivos e
– o “jogo interior” que se joga na nossa mente e para o qual necessitamos grande autoconhecimento e crescimento pessoal.

Em relação ao “jogo exterior”, desde muito cedo me espantei com a forma como as pessoas à minha volta acreditavam nos papéis sociais que estavam representando sobretudo quando, no meu entender, resultavam em desrespeito humano e injustiças sociais, o que despertou algures no meu íntimo grande resistência e, mais tarde, o desejo de contribuir para um mundo melhor.

Inevitavelmente desenvolveu-se dentro de mim um “jogo interior” muito intenso. Comparado ao que via à minha volta onde praticamente ninguém se questionava, eu perguntava-me o que se passava comigo? Vim de outro planeta? Isso resultou numa busca incessante à procura de mim.

Penso que estas duas componentes têm determinado toda a minha vida. A partida de Portugal e a estadia durante muitos anos na Holanda levou-me ao estudo de disciplinas que intensificaram a consciência da injustiça no mundo e, simultaneamente, a um processo de autodescoberta e ao que as pessoas chamam normalmente desenvolvimento pessoal. Os anos de trabalho na Holanda ao serviço de camadas sociais mais desprivilegiadas ao mesmo tempo que dava atenção ao meu processo pessoal, assim como o meu regresso a Portugal para a disseminação da PNL, enquadram-se nestas duas perspetivas: contribuição para a criação de um mundo de que as gerações futuras se possam orgulhar e tomada de consciência crescente do meu próprio funcionamento e da minha “verdade”.

É assim que percebo agora a minha formação original na Escola de Teatro de Amesterdão, teatro político por um lado e pedagogia do teatro por outro lado. Assim também se explica a minha passagem pela Universidade de Amesterdão, o meu doutoramento na faculdade de Andragogia onde, naquele tempo, a palavra “emancipação” estava na ordem do dia. Assim se explica também o meu desembocar na Programação NeuroLinguística onde, em simultâneo, se estudam exatamente, de forma prática, o funcionamento da mente e experiência subjetiva e a aplicação no mundo na forma de eficientes ferramentas de mudança. Juntam-se aqui as minhas constantes pesquisas e atualizações no vasto mundo do desenvolvimento crescente da PNL que espelham estes motores da minha alma.

Também o lema de PNL-Portugal, o centro por mim fundado e o primeiro instituto português a conceder certificações oficiais em Programação NeuroLinguística no nosso país, reflete o mesmo princípio: “a caminho do cerne, a partir do cerne”.
Trata-se de ir ao encontro do princípio vital, da essência, da verdade em nós, para a partir de aí agirmos no mundo de forma respeitosa, ecológica, justa, humana.
Símbolos, metáforas, são a melhor forma de exprimir o inexprimível numa linguagem que por si é limitada: A “caminho do cerne” para, a “partir do cerne”, a nossa verdade subjetiva, trabalhamos com o intuito de deixar, cada vez mais, brilhar a nossa “luz” (o jogo interior). E a partir daí, ajudamos os outros a deixarem brilhar a sua própria “luz” (jogo exterior).

A melhor forma que conheço para definir a identidade de uma pessoa, quer dizer, definir quem ela é, faz-se através de uma metáfora. Utilizei durante muito tempo a metáfora “farol” para ilustrar a minha intenção de contribuir para um mundo melhor e ajudar os outros no seu trajeto de vida. Como refiro no meu livro “Descobrir a PNL”, sinto agora mais adequada e identifico-me muito mais com a metáfora da “lanterna”. A “lanterna” não tem as pretensões do farol, mas ajuda-me a iluminar os caminhos para tornar a vida mais fácil a quem quer encontrar o seu próprio trilho. Ao mesmo tempo, a lanterna vai iluminando o meu próprio caminho.

José Figueira

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