José Figueira

O coaching e a PNL, tendo em conta o progressivo crescimento e praticados de forma visionária, com consciência, ecologia e rigor vão, no meu entender, muito além de simples ferramentas para ajudar pessoas a resolverem problemas, sobreviverem socialmente, realizarem objetivos e até desenvolverem-se pessoalmente. Defendo neste ensaio que para algumas pessoas pode conter ideias inesperadas ou mesmo surpreendentes, estas disciplinas podem estar a contribuir para a criação de cidadãos para a sociedade mais “perfeita” de uma Nova Era. Parece-me que muitos praticantes ainda não tomaram total consciência disso.
Se não, vejamos a seguir, para além da Matriz de Mudança que apresento no fim do artigo, a diversidade de competências requeridas a praticantes exigentes de coaching e PNL, competências essas que, por sua vez, são desenvolvidas no cliente no seu crescimento em autonomia e auto responsabilização e que podem muito bem ser o fundamento de uma sociedade a que eu chamaria adulta.

Mini capítulos:

Escuta ativa e atenta
Como desenvolver uma escuta ativa e atenta
O suporte, Rapport e presença
Questionamento e meta questionamento de qualidade
Dar e receber feedback
Suscitar e induzir Estados
O profissional em Meta Coaching
Os graus de mudança
O pensamento dentro e fora da “caixa”
A Matriz de mudança e aprendizagem
O coaching, PNL e a sociedade utópica

 

Escuta ativa e atenta

Quem, na sociedade à nossa volta, se encontra em estado de se escutar e dar uma atenção cuidada a si mesmo? Quantas pessoas fazem aquilo que realmente a sua voz interior sussurra? Quem tem os seus ouvidos interiores apurados para escutar verdadeiramente para além do umbigo da sua personalidade de sobrevivência? Como é então possível escutar e dar atenção ao outro se a atenção está, uma raras vezes de forma consciente, mas em geral inconscientemente, fixada em nós mesmos?
Uma escuta ativa e atenta implicam ultrapassar as tendências “egóicas”, empregando aqui um termo de Eckhart Tolle (1948 -), que nos ligam a uma interpretação limitada da nossa história pessoal no seio de uma família e numa sociedade em que o “corpo de dor”, o trauma, a solidão, a agressividade, a repressão, a falta de atenção e amor, a carência, em maior ou menor grau, estiveram presentes. Com base nessa nossa história, desenvolveu-se a “armadura” da personalidade, como Wilhelm Reich (1896 – 1957) lhe chamou, para podermos enfrentar e fazer valer no mundo os nossos desejos e necessidades. Assim aprendemos a ouvir o que só nos interessa para satisfazer o que física, psíquica e espiritualmente ansiamos, e não uma escuta ativa e atenta. Por isso o coaching e PNL praticados com exigência de qualidade são, penso eu, um ato histórico de heroísmo para a criação da sociedade utópica.

 

Como desenvolver uma escuta ativa e atenta

Em PNL falamos de acuidade sensorial. Significa sentidos apurados. Partindo da impossibilidade de não-interpretação exige-se, para que a nossa observação seja o mais pura possível, competências que permitam o conhecimento dos objetivos e sistemas sensoriais de preferência do outro, do seu mapa do mundo, das suas convicções, valores, meta programas psicológicos e metáforas pessoais, observação imparcial da sua postura e características tonais, o seu emprego de “predicados” sensoriais e dos seus chunks de informação que podem ir do global ao detalhe, etc., etc..
Para que tal seja possível não é suficiente um curso em que se aprendem um par de ferramentas. É necessário todo um processo de auto conhecimento, a libertação da mochila das emoções negativas “pegadas”, na maioria das vezes, a memórias de infância e sobretudo – sem isso nada feito – a capacidade de dissociação do próprio modelo do mundo. Ora estas são, no meu entender, algumas das importantes características do novo ser humano adulto na futura sociedade utópica. Há necessariamente que passar por níveis de aprendizagem e transformação em que se abram novos caminhos ilimitados que deixem para trás os nossos auto postulados mentais tradicionais que formam a base dos nossos egos e, em geral, só nos permitem transformações dentro dos mesmos parâmetros.

 

O suporte, Rapport e presença

Outra competência. Trata-se aqui da criação intencional, nos nossos clientes e à nossa volta, de um ambiente e de estados emocionais favorecedores à autodescoberta, aprendizagem e crescimento. A abertura, confiança e a disponibilidade do outro só é conseguida quando o coach “profissional” (que no fundo pode ser qualquer um de nós, diplomas não dão sempre garantias) respeita e tem verdadeiro interesse na outra pessoa; só quando o seu próprio ego se apaga para se dedicar ao serviço do outro na perspetiva de ajuda, e não só dedicado ao cliente individual mas também e simultaneamente numa atitude de contributo para uma revolução social com novos níveis de humanidade.
O coach, ou praticante de PNL, com absoluto respeito pela sua própria ecologia, manifesta em todos os poros da sua pele a sua vontade em contribuir para o bem-estar do cliente e aplaude incondicionalmente o sucesso na aplicação dos seus recursos, num quadro mais abrangente de justiça social e bem-estar de toda a sociedade.
A sua presença lúcida e humana, em estado de percorrer facilmente as diversas quatro posições percetivas acompanhadas do seu sentido de missão, são um contributo para que, à sua volta, se desenvolva toda a potencialidade escondida no outro e para que o seu próprio papel de coach se torne, o mais depressa possível, desnecessário.

 

Questionamento e meta questionamento de qualidade

Nos meus cursos costumo regularmente fazer a distinção que aprendi de um master-trainer belga, entre a “conversa de café” e a “conversa em coaching e PNL”. Na conversa de café, que até pode ser muito agradável e calorosa, fica-se geralmente pelo conteúdo: choramos juntos as nossas desgraças e culpamos o mundo, o que agrava o mal-estar e facilita a inércia. Na conversa profissional pretende-se clarificar estruturas e fazem-se para isso perguntas específicas. Neste questionamento, as perguntas têm por fim levar o outro, partindo da sua expressão verbal, a ir até ao fundo da sua experiência e a encontrar as razões, recursos e soluções. O meta questionamento, que exige uma visão muito alerta e ainda mais alargada do funcionamento de estruturas mentais por detrás de estruturas, vai mais além e conduz o cliente a mudanças radicais de paradigma e a encontrar novas formas de criatividade e realização de significados de vida.
Há diversos meta modelos linguísticos em PNL. Podemos partir do princípio que o primeiro produto da epistemologia, método e técnicas de PNL foi a modelagem feita a partir de Virginia Satir (1916 – 1988), trabalhada sob a orientação de Richard Bandler (1950 -), Frank Pucelik (? -) e John Grinder (1940 –) com base na teoria da semântica geral de Alfred Korzybski (1879 – 1950) e da gramática transformacional de Noam Chomsky (1928 -). Pelo que sabemos e aguardando as descrições de Pucelik e Grinder que se esperam em fevereiro de 2013 no livro que escreveram em conjunto sobre as origens da PNL, e segundo revelações recentes, trabalhavam diversos estudantes voluntariamente nesse primeiro grupo de investigadores no projeto que se intitulava “Meta”. O resultado deste trabalho, chamado o Meta Modelo de Linguagem, foi publicado, sob a autoria de Bandler e Grinder em 1975, com o título “A Estrutura da Magia”. É pois considerado como sendo o primeiro produto oficial que está na base do batismo como PNL, a Programação NeuroLinguística. É talvez o trabalho mais importante que, contendo os padrões linguísticos básicos e as respetivas perguntas, serve de alicerce ao questionamento na área do coaching e PNL.

 

Dar e receber feedback

O ponto de partida para esta competência é a escolha axiomática da inexistência do erro e a focalização na aprendizagem. A ferramenta básica usada para tal é o sandwich feedback. Consiste em três fases:
– a constatação, em termos específicos, do que já consideramos pessoalmente correto e bem feito no comportamento do outro, na situação, no acontecimento;
– seguida da ligação com a expressão “e”, acrescentam-se a soma dos elementos de possível aperfeiçoamento com indicações, as mais concretas possíveis, da direção e possível concretização desses melhoramentos;
– e um fecho global e sumário em termos positivos, dos elementos mais relevantes.
A palavra “mas” é tabu. Usa-se o “e”.
Na sociedade utópica, dar e receber feedback Implicam aprendizagem e crescimento contínuo. Atinge-se uma fase de não recuo e tomada de consciência permanente direcionada à perfeição. Todo o comportamento e toda a situação possuem elementos de aperfeiçoamento.
A falha e o errado deixam de existir para serem reenquadrados com vistas à realização do bem individual e geral. A partir do visível, o comportamento, a situação, o acontecimento, chega-se mesmo ao invisível e ao seu significado. A partir do conteúdo podemos elevarmo-nos a uma vivência de nível superior, mais abrangente, o nível de novas e possíveis estruturas ecológicas mais produtivas e nobres ao serviço do funcionamento humano e da sociedade.
Começámos a deixar para trás a era da negatividade e crítica sem resultados, para tirar proveito de tudo o que fazemos e observamos com o fim de colocar o conhecimento e a experiência ao serviço da aprendizagem e aperfeiçoamento contínuo do indivíduo e da humanidade. O pensamento e comportamento não funcional são comparados a ervas daninhas que podem contaminar o nosso jardim interior e o dos outros, para empregar aqui uma metáfora. Faz-se uma distinção entre comportamento e o significado positivo por detrás do comportamento e encontram-se novas alternativas para realizar os significados positivos da vida. Tal é a importância de um novo feedback abrangente que tem por fim reenquadrar e abrir caminho a novas perspetivas.

 

Suscitar e induzir Estados

Tem-se dado na nossa cultura demasiada atenção ao papel do pensamento. Já o sabíamos, e agora a neurociência parece estar a mostrar-nos que o pensamento lógico e racional parece jogar nas decisões um papel muito mais reduzido do que as pessoas pensam. Não é o pensamento que está na origem dos nossos atos e da conduta das sociedades. Não é o pensamento que gera a guerra. É a raiva dos homens. Nem há teoria económica que esteja na base da exploração mas sim a necessidade patológica de poder, ganância e o desprezo que a originam, praticamente sempre disfarçados na nossa sociedade em termos de lei e justiça.
Acredito que por detrás da fachada do mundo atual do espetáculo permanente da publicidade manipuladora com o fim de nos fazer confundir o consumo generalizado com a realização pessoal e a felicidade, há, por detrás de toda esta fachada, um desejo universal mais alto e essencial de realização ecológica com qualidade. Para o trazer à superfície há que curar o trauma coletivo que se manifesta em emoções egóicas negativas de sobrevivência e exploração. É o estado emocional que está na base de tudo o que pensamos e fazemos. Um estado negativo limitador produz resultados limitadores. Daí a necessidade premente de estados emocionais positivos adequados. Não líricos, mas responsáveis.
O profissional em coaching e PNL é essencialmente especialista na produção de estados positivos, primeiro nele, e depois nos outros. Aprendeu para isso a usar metáforas, a contar histórias, a entrar ele mesmo em estados emocionais positivos, a empregar a sua voz e os seus gestos, a fazer a pergunta certa, a empregar os padrões hipnóticos de Milton Erickson (1901 – 1980), a brincar com significados, a provocar com carinho, a ajudar o outro a tirar novos recursos de memórias de origem traumática ou desconfortante e aceder às memórias que contêm os recursos próprios à realização de novos significados plenos de vida. Isso irá certamente, no meu entender, transformar gradual mas radicalmente o mundo à nossa volta.

 

O profissional em Meta Coaching

Segundo Michael Hall (1949 -) e Michelle Duval (-), no modelo que criaram de coaching de desenvolvimento e transformação a que chamaram Meta Coaching, espera-se muito mais para além destas competências básicas de um coach e que, no meu entender, também são válidas para um praticante de PNL. Estas competências básicas são, por sua vez, desenvolvidas no cliente no seu caminho para uma autonomia crescente e auto responsabilização. Profissionalmente espera-se de um coach ou praticante de PNL que, entre ainda outras competências, esteja em estado de, pelo menos:
– através de um trabalho com convicções, valores, aspetos de identidade e missão, explorar e criar novos níveis de consciência que contribuam para aumentar uma vivência superior de qualidade de vida;
– ajudar a criar experiências memoráveis e poderosas no cliente que o possam inspirar em todos os contextos;
– colocar meta questões que incitem a uma reflexão sistémica superior dos temas do indivíduo e que levem à integração e à sua realização humana total de forma congruente, unificada;
– ensine o cliente a deslocar-se por diversas posições percetivas de modo a aperceber-se das múltiplas óticas das vivências passadas e futuras no seu caminho para se tornar o brilhante e criativo encenador da sua própria vida.
Neste processo de elevação humana, a partir de um coaching e prática de PNL generalizados, ao lado de muitas outras atividades sociais dignas, acho impossível que, simultaneamente, se não criem gradualmente os ambientes sociais em que cada vez mais pessoas encontrem as facilidades e os ambientes necessários para se dedicarem ao processo contínuo de auto conhecimento e auto realização pessoal e ecológica com consequências para uma transformação humanizada nos outros, nos países, e nas organizações.

 

Os graus de mudança

Há diversos modelos de mudança no domínio do coaching. Neste ensaio, inspirado no Meta Coaching (e na neuro semântica) de Michael Hall, um tipo de coaching que pessoalmente considero como o mais fundamentado e avançado que existe, parto do modelo das mudanças de grau que têm a sua base em Gregory Bateson (1904 -1980) e Paul Watzlawick (1921 – 2007) e na Matriz de Mudança e Aprendizagem usada no Meta Coaching.
– Uma mudança de primeiro grau, como define Watzlawick, ocorre dentro dos postulados normais, a “caixa” em que, segundo Hall, vivemos um pesadelo onde corremos desesperadamente, onde nos escondemos, lutamos, choramos, gritamos, podemos até rir desalmadamente, saltamos e até julgamos, às vezes, tornarmo-nos super heróis ou iluminados;
– Uma mudança de segundo grau, e em graus superiores de transformação, permite que escapemos aos antigos postulados de realidade que nós mesmos e o mundo à nossa volta criou e que nos obrigam a um jogo num círculo vicioso de reações resultante do piloto automático do nosso diálogo interno, reflexo do nosso modelo do mundo. Este círculo é o resultado da associação e identificação com a nossa história pessoal, as nossas convicções, até mesmo com os nossos valores, a linguagem que empregamos e com todos os traços psicológicos, imagens e conceitos que criámos de nós.
A nossa única saída é sairmos da “caixa”!

 

O pensamento dentro e fora da “caixa”

O conhecido problema dos nove pontos é a metáfora mais ilustrativa que conheço do que considero a essência da mudança.
Resolva este enigma:
– Ligue os nove pontos com quatro linhas sem levantar o lápis da folha de papel.

Ο          Ο          Ο

 Ο          Ο          Ο

Ο          Ο          Ο

 Se ainda não conhecia o problema pode, se quiser, tentar primeiro antes de ler as linhas seguintes.

São os próprios postulados em que nos encontramos aprisionados que nos impedem de encontrar a solução: pensamos erradamente que os pontos formam um quadrado, ou uma caixa, que a solução se encontra dentro da caixa e que é proibido sair da caixa.
Neste enigma, tal como na vida e enquanto cá estivermos, só encontraremos definitivamente a solução quando tivermos a coragem suficiente para sair da “caixa”.

 

A Matriz de mudança e aprendizagem

Gregory Bateson partiu, nas suas investigações sobre níveis de aprendizagem, de um nível de aprendizagem Zero, seguido de níveis que denominou Proto e Deutéro. Outros acrescentaram os níveis Trito e Tétro.
– No nível Zero o comportamento é baseado no hábito, com programação e reação programada e automática, e que até funciona numa sociedade ou organização caracterizada pela estagnação;
– O nível 1 de aprendizagem (Proto) corresponde ao coaching de “performance”. É uma mudança gradual feita de pequenas mudanças e adaptações, novos comportamentos mais eficazes dentro de uma mesma categoria de reações.
– O nível 2 (Deutéro) também corresponde ao coaching de “performance”; aqui atinge-se o limite das possibilidades “da caixa”. É uma mudança descontínua em que existe a possibilidade de dar o salto para estratégias e comportamentos totalmente novos.
– O nível 3 (Trito) é um estado criativo que corresponde à transformação evolucionária em que surge um desenvolvimento qualitativo de ordem superior, formulado em termos da passagem do Fazer ao Ser. Todas as definições antigas que se tinha de Si perdem gradualmente o sentido, tal com Abraham Maslow (1908-1970) já tinha definido. Há uma evolução para os níveis mais nobres da experiência humana.
– O nível de aprendizagem 4 (Tétro), já postulado por Gregory Bateson, é a Transformação Revolucionária, classificação esta sugerida por Robert Dilts (1955 -), uma das figuras que considero mais terem contribuído para o fortalecimento do fundamento e do desenvolvimento da PNL. É um nível, como ele diz, que transforma não só o ser individual, mas o próprio universo.
Talvez corresponda, até certo ponto, ao nível mais elevado da Dinâmica da Espiral, baseada em 50 anos de pesquisas iniciadas pelo psicólogo americano Clare W. Graves (1914 – 1986). O modelo foi desenvolvido pelos consultores americanos de gestão Don Beck (1937 -) e o seu aluno Chris Cowan. Esse nível é a chamada Sociedade Turquesa que já começou a desenvolver-se há mais de trinta anos com o pensamento holístico. O resultado será, entre diversas características, a construção da Comunidade Global com o acento no nós, pensamento global, uma vista alargada sobre o trabalho e a vida, múltiplas perspetivas e intuição, respeito total pela harmonia na natureza, aprendizagem e ação a partir da intervisão, altruísmo, etc..
Chegámos então a uma completa transformação de paradigma. A antiga matriz de Si mesmo é radicalmente reformulada para se passar a um processo totalmente novo que altera toda a nossa maneira de ser e estar no mundo.

 

O coaching e a sociedade utópica

O coach (e no meu entender, o praticante de PNL que, ainda por cima, é o possuidor das principais ferramentas para uso no coaching) conduz pois o cliente, segundo o método Meta Coaching, através de diversos níveis de aprendizagem, desde aprendizagem zero até à transformação revolucionária em que a pessoa saiu totalmente da sua “caixa” e está em estado de mover-se num universo totalmente novo e diferente, passando pelas fases de alargamento de competências, desenvolvimento de flexibilidade, inovação, novo sentido de Si e dono de uma nova maneira ativa e inovadora de estar no mundo.
Penso que, à medida que qualquer tipo de coaching ou PNL praticados de forma visionária, profissional e exigente se desenvolvem em massa, as competências apontadas acima podem crescer de forma gigante nas pessoas que ajudamos a ajudarem-se, tornando-se elas mesmas em estado de desencadear nos outros, de forma natural, o mesmo processo por que passaram. Muito possivelmente o coaching deixará então de ser uma atividade profissional separada, mas tornar-se-á uma nova realidade generalizada como fundamento da sociedade utópica. Cada um contribui então para a realização pessoal de cada um num mundo cada vez mais perfeito.
Se compararmos diversas pessoas, países, sociedades, empresas e outras organizações, ou diversos estratos sociais, podemos já analisá-los com base no seu grau de desenvolvimento no uso destas competências pessoais e sociais e níveis de mudança. O nível de crescimento entre pessoas, países e organizações no que respeita autoconsciência é muito desigual. Mas a transformação global parece-me inevitável. O triste estado das coisas no mundo que se caracteriza por soluções impossíveis dentro da paradigmática “caixa” atual pode ainda durar, antes que vejamos a realização generalizada da sociedade utópica. Mas é uma questão de tempo.

José Figueira, janeiro 2013

Este artigo foi, entretanto, revisto e publicado no livro “Descobrir a PNL – um ensaio em redor dos temas da Programação NeuroLinguística e das suas aplicações”, de José Figueira, Edições Smartbook: http://pnl-portugal.com/os-meus-livros/

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